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7/outubro/2019

Turismo pedagógico ajuda a divulgar e manter o Sitio Arqueológico da Pedra do Ingá

Postado por Imprensa | 7/outubro/2019 | Onde Ir

Um dos principais roteiros turísticos da Paraíba, o Sítio Arqueológico da Pedra do Ingá sempre foi visitado por cientistas, ufólogos, universitários e curiosos que buscam desvendar os enigmas das inscrições rupestres entalhadas no famoso bloco de granito que fica às margens do rio Ingá. Atualmente, são estudantes dos ensinos fundamental e médio que visitam o sítio arqueológico em busca de conhecimento e lazer. Ao contrário do tradicional passeio escolar, o turismo pedagógico, que é muito difundido em todo o Brasil, é uma viagem programada dentro do calendário das escolas e a atividade é objeto de notas e provas por parte dos educadores.

Diariamente ônibus de Turismo e vans são fretados por escolas públicas e privadas da Paraíba e de outros estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte. A atividade escolar prevê uma visita ao Museu de História Natural existente no local e ouvir em detalhes a história oficial sobre as inscrições rupestres da Pedra do Ingá relatadas pelos condutores turísticos. A presença dos estudantes cria uma atmosfera alegre e movimentada no local. São pré-adolescentes que ficam a se movimentar pelas instalações do antigo prédio ou a correr pelas pequenas trilhas que levam até o granito famoso.

A presença quase que diária de estudantes no sítio arqueológico da Pedra do Ingá ajuda a manter as instalações em funcionamento, mesmo no período de baixa temporada. Para ter acesso ao local cada aluno paga uma taxa simbólica de R$ 3,00. O arqueólogo e condutor de Ecotrilhas Dennis Mota Oliveira é o responsável em receber os estudantes. Ele informa que é necessário fazer um agendamento prévio. “ Veja! Essa semana vieram três ônibus ao mesmo tempo, mas tivemos que priorizar a escola que estava agendada. Não deixamos de atender ninguém, mas a prioridade é daquela que fez o agendamento”, avisa.

Estudantes visitando in loco

Aula prática – O Museu de História Natural está instalado nas dependências físicas do sítio arqueológico e chama a atenção dos estudantes. Na realidade os estudantes têm uma aula prática de História, Geologia e sobre Palenteologia. É possível tocar e ver dezenas de fósseis (alguns verdadeiros, outros são moldes em gesso ou em silicone), esqueletos de animais que viveram na região e pedras milenares. Dennis Mota revela que os estudantes ficam extasiados com as imagens, com as informações sobre a fauna (animais) que existem ou que existiram na região. “ Eles recebem as informações pela Internet ou livros. Ao chegarem aqui ficam encantados com o material à disposição”, afirma.

Alunos de escola na sala do museu

A estrutura física do museu não é megalomaníaca, pelo contrário. Funcionando numa sala ampla, refrigerada, e de fácil movimentação é possível ter acesso a muitas informações. Nas paredes estão dispostos banners com fotografias, desenhos de tribos indígenas e de animais pré-históricos.O destaque da aula presencial é Dennis Mota. Com uma teoria própria, Dennis mostra aos estudantes e visitantes uma das possibilidades do surgimento das inscrições na famosa pedra. Segundo Mota, os índios primitivos pegaram uma pedra mais resistente (dura) e, através de um polimento à base de água e areia, fizeram os desenhos e as inscrições  na superfício do bloco de granito. “Apenas colocamos em prática uma teoria que se mostrou viável. Porém, quando falamos com ufólogos, eles não querem nem ouvir quaisquer argumento. A tese deles é outra, que vem dos céus”, diz.

Serviço – Ingá está localizada a 110 km da capital e a 45 km de Campina Grande.  A cidade está inserida em roteiros turísticos por oferecer várias opções, das quais a mais conhecida e difundida é a famosa Pedra do Ingá ou Itacoatiaras do Ingá como também é conhecida. Para chegar até lá basta pegar a BR-101 e acessar a rodovia PB-090. O sítio arqueológico fica na zona rural da cidade. 

Histórico – A denominação Ingá, segundo alguns historiadores, originou-se do tupi-guarani, e significa cheio d’água. A pedra do Ingá – que é o bloco granítico às margens do leito do rio Ingá, é onde estão as gravuras rupestres de aproximadamente 6.000 anos. A pedra do Ingá atualmente é um dos sítios de arte rupestre mais famosos do mundo e o segundo mais importante do Brasil. No local é possível conhecer e aprender um pouco mais da história dos índios que habitavam a região, como também sobre os grandes mamíferos que se extinguiram há mais ou menos 12.000 anos.

 

Redes sociais – Antenado com seu tempo, a administração do sítio arqueológico disponbiliza informações pelas redes sociais. Basta acessar www.pedradoinga.blogspot.com ou pelo Instagran: PedraInga/ingastone

 

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