Pedra de Santo Antonio recebe milhares de fiéis todos os anos

A 20 km de Campina Grande, no alto do município de Fagundes, a famosa Pedra de Santo Antônio há anos mantém a lenda de que soluciona os problemas de quem busca um compromisso sério de casamento. Diz a lenda repetida pelos habitantes da região, que a pedra passou a ser considerada milagrosa a partir da aparição de uma imagem de Santo Antônio em meio a fenda contida em uma das rochas que compõem o local, em meados do século XIX. Esta imagem teria sido levada à igreja da cidade, ficando aos cuidados do padre da época. No entanto, no dia seguinte Santo Antônio sumiu misteriosamente da igreja e reapareceu na fenda da rocha. Tal situação teria acontecido três vezes, até que na última, a imagem desapareceu misteriosamente, dizem os moradores.

Pedra de Santo Antonio

De acordo com a lenda, a pessoa que passar três vezes por baixo da rocha com fé, mais precisamente por uma fenda existente na pedra, vai conseguir um pretendente e ao retornar no ano seguinte, já casado ou em um relacionamento sério, faz o agradecimento pela intercessão do Santo. O local onde está a Pedra de Santo  Antonio também atrai turistas por proporcionar uma bela vista do alto dos seus 950 metros, onde se pode ver parte do Agreste e Borborema do estado, além de ser rodeado por trilhas ecológicas e monumentos naturais.

Fiéis passam por entre a pedra para fazer pedido de casamento
Do alto da pedra é possível belas paisagens

Fonte: Portal Junino

Memorial do São João, a festa dos cinco sentidos

O Memorial do Maior São João do Mundo reúne ricos registros da História da festa junina de Campina Grande. A idealizadora do espaço, Clea Cordeiro, busca resgatar os aspectos autênticos da festa e imortalizá-los numa exposição que procura mostrar aos mais jovens a forma como começou o São João da cidade, e fazer os mais velhos recordarem os bons tempos. Funcionando na Vila Junina, no largo da Estação Ferroviária, o Memorial encanta pelo resultado da minuciosa pesquisa da Professora Clea, materializada em fotos, jornais e cartazes, datados desde que a festa se tornoua maior do mundo, em 1983.

Formada em Economia, com doutorado na Espanha, a ex-Professora da UEPB concedeu esclarecedora entrevista ao Repórter Junino, em que relatou o seu envolvimento com este evento: “eu criei o Memorial do Maior São João do Mundo, hoje eu o coordeno e continuo a pesquisa, porque é um trabalho que não termina nunca, já que a história continua acontecendo e muitas coisas precisam ser resgatadas. Boa parte dessa história eu vivi, como jovem, na década de 1980; na década de 1990, fui diretora de marketing da Secretaria de Turismo. Trabalhamos na divulgação, na implantação e na construção da cidade cenográfica.”

Clea Cordeiro, idealizadora do Memorial

Como em qualquer município do Nordeste, o São João sempre foi comemorado em Campina Grande; era realizado pelas famílias, nas ruas e nos clubes da cidade, ou  boa parte da população campinense que gostava de festas juninas, deslocava-se para a cidade de Santa Luzia, onde o festejo era afamado na região, pela sua animação e brilhantismo.

O cartaz de 1983, a primeira edição do Maior São João do Mundo.

É na década de 1980, mais especificamente em 1983, que a Prefeitura Municipal passa a implementar, centralizar e coordenar os festejos juninos; a partir dessa data, começa a se falar no “Maior São João do Mundo”, cuja primeira edição deu-se numa palhoça localizada próximo ao Centro Cultural sendo, pois, o nascedouro dessa festa gigantesca de hoje. Segundo a professora Clea, os principais responsáveis pela formatação do São João centralizado foram os secretários Eraldo César, do Turismo e Desenvolvimento, e Margarida Rocha, de Educação e Cultura.

O primeiro cartaz edição do Maior São João do Mundo.

O Parque do Povo somente seria inaugurado três anos depois, em 1986, pelo então prefeito Ronaldo Cunha Lima, fato que teve uma repercussão tão grande que os próprios clubes sentiram um abalo em suas realizações, no período. Os cartazes da época, expostos no Memorial, demonstram a criatividade e o empenho com que foram concebidos os primeiros anos das festas juninas.

“Forródromo”, um nome que não deu certo

A famosa Pirâmide do Parque do Povo sempre foi o maior ponto de atração do local. Curiosamente, nem tinha esse nome quando foi construída, nem era uma pirâmide; a ideia seria uma fogueira estilizada, que terminou mais parecida com o monumento egípcio; no início, sob a influência do Sambódromo carioca, tentou-se denominar Forródromo, mas o nome não pegou, e ficou sacramentado mesmo como Pirâmide.

Uma viagem fotográfica pelo Parque do Povo, através dos anos.

A Professora Clea explica: “1980 foi a década da implantação, e a de 90 para 2000 foi a década da expansão”. No início dos anos 2000, foi construída a cidade cenográfica, que ainda hoje chama a atenção de turistas e habitantes, composta por réplicas da Catedral, do prédio do Telégrafo, do Casino Eldorado e da Vila Nova da Rainha, esta de pronto sendo ocupada por artesãos, e que, de tanto crescer, terminou gerando a Vila do Artesão, na Avenida Prof. Almeida Barreto, importante polo artesanal da região.

Segundo Clea Cordeiro, o Parque do Povo é o grande foco de atração da festa, mas não o único; “há outros lugares que estão crescendo bastante, como Sítio São João, que começou dentro do Parque do Povo, hoje está num lugar próprio, de forma grande e com muito mais atrativos – uma verdadeira viagem no tempo”, exemplifica Clea, que ressalta, ainda, o surgimento de empreendimentos em outros pontos do município, como em Galante e São José da Mata, comprovando que “um evento histórico-cultural gera frutos, as pessoas se organizam a partir dele”.

Galeria com fotos do Maior São João do Mundo

O Memorial

O surgimento do Memorial deu-se de forma praticamente espontânea, como conta a coordenadora do lugar: “eu gosto muito de museu e guardo muita coisa para deleite pessoal. Estando na PBtur, me foi concedida uma barraquinha para eu fazer divulgação do Estado, e resolvi colocar uns quadros que eu tinha, relativos ao São João.” As pessoas foram, então, identificando aquele espaço como um memorial e começaram a trazer peças publicitárias, páginas de jornais, fotos e objetos que registravam o período junino de épocas passadas. Hoje, ela se sente “guardiã de todo esse trabalho que foi copilado, ao longo do tempo.”

Clea Cordeiro: uma apaixonada pelo São João.

Em 2011, foi alugada uma casa na Rua Tiradentes, especialmente para colocar todo o acervo, que só cresceu. Até o ano passado, o acervo do Memorial era exposto nesse endereço, não somente na época junina, mas durante todo o ano; em 2019, foi oferecido gratuitamente, pela empresa promotora do São João, o atual espaço, que ainda se viu acrescido com a exposição de objetos de Elba Ramalho e de Marinês; o local é maior e tem mais facilidade de acesso. A princípio, a exposição não será permanente, como antes, pois falta toda uma estrutura para tal, mas existe o pensamento de viabilizar esse projeto.

A equipe responsável pelo Memorial é relativamente pequena, tendo em vista o afluxo de pessoas; além de Clea Cordeiro, há o encarregado de montar a exposição, mais uma auxiliar de atendimento (Gerusa) e Bernadete Cordeiro, também na parte de recepção dos visitantes, na parte da noite, quando a frequência aumenta. A entrada é gratuita, e as pessoas que visitam o local podem se fantasiar e tirar fotos caracterizadas com motivos típicos.

Professora Cléa Cordeiro

Festa dos cinco sentidos

O forró saiu da palhoça do sítio, ganhou a cidade e o Nordeste, mas também o Brasil e o exterior, já que no mundo inteiro, atualmente, assiste-se ao arrasta o pé, com maior ou menor traquejo, ao som da sanfona, do triângulo, da zabumba e de mais quantos instrumentos venham se juntar ao trio tradicional. “Eu já ouvi ‘Asa Branca’ cantada por japoneses, em japonês”, exulta Clea.

Encerrando a entrevista, Clea Cordeiro ensina: “o São João é uma festa que mexe com os cinco sentidos do ser humano, por isso ela é tão importante. É a única festa que eu conheço que agrada à visão, tem um visual próprio; tem um cheiro próprio, que é o cheiro da comida, o cheiro da fogueira; tem um paladar próprio, que é a culinária típica; tem uma música própria, com tantos ritmos – forró, xaxado, baião, xote, marchinha; e é a festa do tato, do abraço, de se dançar juntinho. Isso é fantástico! É maravilhoso! Então a gente tem mais é que desfrutar e divulgar esta festa”, conclui.

Texto e fotos: Ascom/PMCG

Museus, Centro Histórico e Feira Central são opções de lazer

Campina Grande tornou-se conhecida por realizar há mais de 30 anos o Maior São João do Mundo. Porém, a cidade tem vida própria além dos festejos juninos. São diversos museus, feiras, praças e monumentos históricos.Na entrada da cidade, pela BR-230, o turista tem à sua frente o Açude Velho, que foi importante fonte de abastecimento de água potável para a população no início do século XX e tornou-se um patrimônio histórico da cidade. Ao fazer uma caminhada pelo entorno do açude pode-se frequentar restaurantes, hotéis e quiosques.

Ainda no entorno do açude pode-se conhecer as estátuas dos músicos Jackson do Pandeiro, paraibano conhecido com Rei do Ritmo, e de Luiz Gonzaga, o Rei do Forró. Outro monumento famoso é o dos Pioneiros da Borborema e outro em homenagem ao Sesquicentenário da cidade. Sempre à frente do seu tempo, Campina Grande inaugurou o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP) e o Museu Digital. No primeiro há o toque da genialidade do arquiteto Oscar Niemeyer, onde são realizadas exposições para homenagear artistas paraibanos e nordestinos. O Digital é todo interativo e conta a história da cidade através de recursos tecnológicos de última geração.

Na segunda metade do século XX, Campina Grande viveu o apogeu da produção e exportação de algodão. Para manter viva essa história foi criado do Museu do Algodão, instalado nas antigas dependências da estação ferroviária. No antigo galpão estão preservadas fotografias da época, equipamentos e maquinários utilizados na confecção do algodão. Em direção ao Centro Histórico vale a pena visitar a Catedral, a Feira Central e outros dois museus: Museus de Artes Assis Chateaubriand e o Histórico e  Geográfico de Campina Grande.

Por fim, não deixe de visitar o aconchegante Memorial do Maior São João do Mundo, instalado ao lado do museu do Algodão. No local é possível encontrar antigos cartazes alusivos a primeira edição do evento, ainda na década de 80, fotografias e até peças de roupas utilizadas pelas quadrilhas juninas de época.

Monumento em homenagem aos Pioneiros
Estátuas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga
O recém inaugurado Museu Digital
Museu de Arte Popular da Paraíba
Antiga estação foi transformada no Museu do Algodão
Fachada do Museu Assis Chateaubriand
Banca de frutas na Feira Central

Sertão da Paraíba possui pegadas de dinossauros com mais de 165 milhões de anos

No sertão paraibano está localizado um dos principais sítios arqueológicos do Brasil. Distante 427 km de João Pessoa, nos arredores do município de Sousa, está localizado o Monumento Natural ‘Vale dos Dinossauros que tem atraído pesquisadores e turistas brasileiros e do exterior pela variada quantidade de pegadas presentes em uma área de 40 hectares, dentro de uma Unidade de Conservação.

Estudos já realizados por pesquisadores no local confirmam os registros de pelo menos quatro diferentes espécies. O Monumento do Vale mantém preservados os vestígios dos animais que habitaram a bacia sedimentar de Sousa, fato ocorrido há cerca de 165 milhões de anos. O local é aberto ao público em geral de terça-feira a domingo, das 8h às 17h.

O Monumento Natural do ‘Vale dos Dinossauros’ passou por um criterioso trabalho de revitalização por meio de um projeto coordenado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). As obras de revitalização incluíram a reforma do museu, climatização do local, reestruturação do espaço de exposições, auditório, escritórios e banheiros, urbanização da área externa, com delimitação das vagas de estacionamento para carros, motos, ônibus e vans, além do calçamento das trilhas e reforma das passarelas e mirantes, sempre respeitando as normas de acessibilidade. Todos os espaços do Vale também receberam placas indicativas para guiar o visitante durante o passeio.

Piancó tem história, monumentos, belezas naturais e gastronomia regional

A Coluna Prestes foi um dos maiores eventos militares do século XX. Soldados brasileiros percorreram o Brasil de Norte a Sul, mas foi em Piancó, no sertão paraibano, que  no dia 9 de fevereiro de 1926, um grupo de moradores da cidade se envolveu num embate com os integrantes da Coluna Prestes. O evento é relatado em livros de história e em romances. Mas, a Piancó do século XXI oferece aos turistas um roteiro repleto de monumentos, histórias, praças, igrejas, belezas naturais e uma gastronomia regional.

Partindo da capital João Pessoa (distante 387 km) por carro, inicia-se a viagem pela BR-230. O trajeto inclui passagens rápidas por duas grandes cidades do interior paraibano: Campina Grande e Patos. O percurso leva em média um pouco mais de 5 horas, mas vale a pena.  A cidade preserva vários locais histórico, referenciais na passagem da Coluna Prestes.

Temos a igreja matriz de Santo Antônio, localizada no centro da cidade. A Praça Aristides Ferreira da Cruz, construída em homenagem ao líder dos moradores que enfrentou os soldados da Coluna Prestes. O espaço público fica exatamente por onde os soldados da coluna adentraram à cidade. Nos arredores é possível conhecer o antigo casarão onde viveu o padre e sua família, e atualmente transformado numa escola de ensino médio. Outra visita necessário e ao Monumento aos Martíres de Piancó. No embate entre moradores da cidade e os soldados da Coluna resultou na morte de 11 pessoas. Em 1985, a prefeitura local construiu no local o monumento. A cidade também é conhecida pela comida regional. Visitar Piancó é conhecer um pouco da História do Brasil.

Monumento em homenagem aos mártires de Piancó
Obelisco em homenagem aos mártires de Piancó

São João de Santa Luzia preserva a cultura e o festejo tradicional

Santa Luzia, no Sertão da Paraíba, é conhecida como a cidade que ensinou o Brasil a dançar o forró. Verdade ou lenda, o que todos sabem é que o pequeno município no semiárido nordestino promove uma das mais tradicionais, culturais e concorridas festas juninas da região. Se ensina o povo a dançar forró, quem duvida da grandiosidade de festa. 

Todos os anos, isso a mais de sete décadas, os festejos juninos de Santa Luzia têm sido reinventado. Atualmente, as festas de ruas, com a participação popular interagindo diretamente nos preparativos do evento, têm revelado que as raízes culturais continuam fortes no imaginário de todos. Não são apenas as bandeirolas, os balões, as fogueiras, a festa traz o resgate dos costumes da cultura popular no entorno dessa grande festa. 

Por isso, quando se fala em festejos juninos, Santa Luzia pode ser um diferencial. Basta andar nas suas principais vias no período junino, onde praças, alamedas e praticamente todas as casas se ‘vestem’ com as bandeirinhas e criam um cenário juninos. Nele, é raro não ver quadrilhas juninas dançando, trios de forró pé de serra ‘botando pra lascar’ e fogos, que não podem faltar.

A coordenação dos festejos juninos de Santa Luzia conta com representantes da sociedade e são eles que procuram descobrir novidades e, quase sempre, entram no gosto das pessoas, sejam os próprios nativos, ou os turistas que não querem perdem um único dia das festas. No São João de Santa Luzia, estão na programação show com artistas da terra; apresentação de quadrilhas juninas, inclusive, muitas sendo formadas na horas das apresentações; café junino, com cardápio formado apenas com comidas típicas da época; entre outros tantos atrativos. O evento também tem se notabilizado na sua organização. Os moradores de Santa Luzia fazem toda a programação, enquanto a prefeitura municipal monta toda a infraestrutura, como decoração da praça, iluminação, banheiros químicos, ordenamento do trânsito, segurança. Um exemplo a ser seguido.  

 

Três dias de festa em homenagem ao Bode Rei

Em Cabaceiras, o bode é rei. E olha que é difícil concorrer com  a fama da cidade, considerada a Roliúde Nordestina, por ter sido cenário de inúmeras produções cinematográficas, entre elas o icônico Auto da Compadecida, baseado na obra de Ariano Suassuna, que virou até minissérie de televisão. Pois bem, entre os meses de maio e junho, durante três dias, o Bode se torna o grande Rei, inclusive com direito a receber a chave da cidade entregue pelo prefeito. Essa tradição tem mais de 20 anos e acontece durante a Festa do Bode Rei, que reúne toda a cadeia produtiva da caprinocultura, com feira, exposições e comércio de animais das mais variadas raças.

A festa também passou a ser o roteiro turístico rural, com atrativos culturais e ecológicos, fazendo com todos acreditem que esse evento é uma oportunidade de impactar economicamente a região, tendo em vista a geração de cerca de 850 empregos diretos. A média de visitantes no período é de 60 mil pessoas. Para muitos, o evento é considerado uma verdadeira tradução da resistência do bode em meio a seca e promete trazer discussões e experiências sobre o assunto para criadores e agricultores locais.

O festival ocupa três espaços principais: o Parque do Bode, onde é realizada a expofeira de animais e competições; o Arraial do Bode Rei, quando se apresentam atrações culturais mescladas de trios forró pé-de-serra, e ao seu redor barracas são montadas formando o Espaço da Culinária Bodística (Praça da Alimentação); e o da Praça do Artesanato, lugar onde é realizada a exposição de artesãos regionais que contempla uma praça de alimentação e um palco cultural, onde são apresentados várias atrações culturais. A festa também promove o batizado do Bode Reil Hall, aonde ocorrem apresentações das bandas de forró.

Em Campina Grande é realizado o Maior São João do Mundo 

Falar de festas populares no Brasil é lembrar do Maior São João do Mundo, realizado em Campina Grande durante 30 dias. O público estimado é de mais de 2 milhões de turistas durante a sua realização, que enaltece as tradicionais festas nordestinas em ritmo, cultura popular, religiosidade e comidas típicas. O evento paraibano está inserido no calendário das principais festas populares pela Embratur e Ministério do Turismo.

O Maior São João do Mundo resgata a história econômica e cultural da região através de réplicas da cidade que é erguida exclusivamente para a festa. No Parque do Povo, onde se concentram barracas que vendem comidas e bebidas típicas, os trios embalam os turistas com o verdadeiro forró pé de serra durante toda a noite, sem pausa.

Vista aérea do Parque do Povo e do palco principal
Panorâmica do Pq do Povo em noite de show
Cidade cenográfica no Pq do Povo
Fogueira gigante é montada no Pq do Povo

Próximo do Parque do Povo é instalado o palco principal, onde são realizados os principais shows da festa. A programação mescla artistas populares, com cantores da região, e conta com bandas conhecidas nacionalmente. Artistas como Elba Ramalho, Biliu de Campina e Flávio José são figuras sempre presentes e indispensáveis na festa.

Artistas populares se apresentam nos palcos alternativos
Público assiste a apresentação em palco alternativo
Todos anos tem concurso de quadrilha Junina

 

 

Picuí é a capital mundial da carne de sol

A cidade de Picuí fica a 234 km distante de João Pessoa e tornou-se conhecida nacionalmente como a ‘Capital Mundial da Carne de Sol’. Uma vez por ano, sempre no mês de novembro, é realizado o Festival da Carne do Sol. Durante a realização do evento há muito forró, palestras, concursos de belezas e uma série de atrações ligadas à cultura gastronômica picuiense. O festival foi instituído em 1997 e tornou-se o maior evento de cunho gastronômico no interior da Paraíba. Tanto é, que consta no calendário turístico do Estado.

Particularidades – Ainda durante o festival duas competições chamam a atenção de turistas e moradores: a Corrida de Garçons e o concurso do Maior Comilão de Carne de Sol do Mundo. Devido a fama da carne de sol produzida em Picuí, muitos restaurantes do país tornaram Picuí uma marca, sinônimo de alto padrão de qualidade e refino no paladar. Estima-se que o consumo per capita de carne de sol é de 1,405 kg, sendo a Paraíba um dos maiores consumidores do produto. De acordo com a literatura sobre Gastronomia, Picui tem tradição do processamento da carne de sol, passando de geração a geração preservando a  tradição, a história, os sabores, as técnicas e as práticas culinárias somadas são geradoras da formação das culturas regionais.

Paredão de pedra assemelha-se a Sacas de Lã

Ainda em Cabaceiras, vizinha ao Lajedo do Pai Mateus, existe uma Formação de enormes blocos de pedra, um sobre o outros, formando uma grande parede de pedra. Os moradores batizaram  o local como Sacas de Lã devido à semelhança dessa formação com uma grande carga de fardos de algodão que eram transportadas do alto sertão para a estação de trem de Campina Grande no início século passado.

O grande paredão tem aproximadamente 30 metros de altura e nas suas margens, dependendo da época do ano, passa o rio da Tapera que forma um lindo lago após a estação chuvosa ou também podem fazer escalada tipo bouder para subir da base ao topo, ou ainda descer o paredão praticando rappel. É necessário observar que a prática de esportes no local somente é autorizada pelo proprietário do terreno.