Igreja de Nossa Senhora da Guia, em Lucena, tem história centenária

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17/julho/2019

Igreja de Nossa Senhora da Guia, em Lucena, tem história centenária

Postado por Imprensa | 17/julho/2019 | Agenda Cultural

Os registros históricos mais antigos sobre Igreja de Nossa Senhora da Guia, em Lucena. indicam que, no ano de 1591, na mesma colina onde está localizada, os carmelitas fundaram uma primitiva capela, destinada para servir de base para catequização dos índios. O local era privilegiado, por estar num ponto elevado perto da foz do Rio Paraíba, do lado oposto ao porto de Cabedelo. Juntamente com a capela, foi também erguido um convento, que pertenceu à mesma província dos carmelitas de Recife, Goiana e Paraíba (antigo nome de João Pessoa). Passaram-se muitos anos, e o conjunto sofreu influência direta da invasão holandesa, ocorrida no século XVII. Inclusive, do promontório onde a igreja se situa, é possível avistar o Forte do Cabedelo, um dos locais mais estratégicos da época.

Parede lateral da igreja
Portal de entrada da Igreja

 

De acordo com as crônicas de Frei Lino do Monte Carmelo, o templo atual começou a ser construído por volta de 1730. A antiga igreja foi demolida em 1763 e, poucos anos depois, as obras da nova igreja estavam quase finalizadas. O responsável por esse empreendimento era o Frei Manoel de Santa Tereza, natural de Recife, e que mais tarde empreenderia uma reforma institucional na ordem carmelita da Bahia.

Essa igreja, uma das mais singulares do Brasil, foi dedicada a Nossa Senhora da Guia – título que venera Maria enquanto padroeira dos navegantes. Embora não tenha sido concluída (a parte superior da fachada ficou inacabada, e as torres também não chegaram a ser construídas), ela possui seus elementos decorativos inteiramente talhados em pedra calcária – fachada, molduras das janelas, portais, e inclusive os altares. É a única igreja do período barroco do Brasil que possui o altar-mor esculpido em pedra. Ademais, na parte frontal possui cinco arcadas chamadas de ‘galilé’, uma característica de construções franciscanas nordestinas, mas que aqui foi assimilada pelos carmelitas.

No século XIX, os carmelitas deixaram o local, que ficou abandonado por muito anos. Com isso, o convento foi demolido, e apenas a igreja permaneceu, conservada pelos devotos. No entanto, em tempos recentes a ordem do Carmo voltou ser responsável pela igreja, e ali permanece conduzindo todas as funções religiosas do templo.

 

Fonte: Sanctura.art

Fotos: Edgley Delgado

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